Leo Saa

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Eita, Madeira!

As águas de outrora jamais passarão por aqui novamente,

Do meu barranco vejo o mundo, aquele mundo de ouro no fundo do rio,

A Mãe D’Água vem na margem comigo prosear, sorrir e encantar.

Uma vinda inteira vivi sem me ausentar, das margens dessas águas profundas em meu penar.

Oh Madeira, vem correr para contra tua natureza, mostra-me em tuas curvas a meninice que perdi, um tempo risonho que não volta mais.

Vem amigo comigo conversar, mostra me um boto maroto num salto de vida;

Seja tudo, vire o mundo, traga os peixes, nunca é demais

Na beira do rio faço fogueira, no meu barraco penduro uma rede, e sonho em guarida.

Eu vivo na seca, vivo no cangaço, singro rios mortos, e morte me sorri, por entre lembranças vagas das águas de Jaci.

As águas de outrora não mais retornarão;

O pó da seca de meus sentimentos prendem-me aqui,

E a dor da saudades aperta meu coração.

Leo Saa

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