Caminhando na 7

Avenida Sete de Setembro na década de 70

Caminhar pode ser o remédio para os que sofrem, cada passo vem a servir de apaziguador de um coração cansado. O início da jornada deu-se nas margens do Rio Madeira, encaminhando-se por entre os restos da Maria Fumaça, atravessando os portões, e pisando a Avenida Sete de Setembro, o edifício do relógio, o clube ferroviário, e avistando a agência Central dos Correios, penetrando na antiga praça do Baú (ninguém usa sua verdadeira nomenclatura).

Nas calçadas do centro comercial todos atrás de promoções do bom e barato.

Sempre cheio, o charmoso Cine Brasil, com sua convidativa entrada de dois reais.

Subindo pelas calçadas uma nova praça antiga, reformada, um bom tacacá de baiana em pleno norte. Continuando a caminhada bancos, lojas, magazines, e outros estabelecimentos, ônibus coalham como glóbulos vermelhos pela corrente sanguínea que é a avenida principal da flor do Madeira.

No fim da viagem a antiga rodoviária, símbolo de muitas viagens, muitas partidas, e inúmeras chegadas; muitos vão e outros voltam. Alguns decepcionados por não terem achado o que vieram buscar, outros tristes por não querer ir, e outros felizes voltando para seu berço.

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