Passado, um grande mestre

 

Ando totalmente saudoso, mas de um saudosismo saudável, no melhor sentido da frase. Meu saudosismo mistura-se a um futurismo irremediável de quem nunca perde a esperança de acertar, de repintar a lataria e focar no hoje para construir o futuro.

Penso que o passado é muito importante, e não tem isso de que o que passou passou; se não valorizarmos nossos atos passados eles consequentemente voltam para nos assombrar por nossos próprios atos no presente. Estamos na vida como eternos aprendizes, nossos mestres são todos com quem nos relacionamos, e com nossos conflitos internos. A vida é uma eterna história na qual o passado é a única parte sólida, escrita e serve de base para o hoje, e refletirá no futuro. Não sei se estou conseguindo fazer-me entender neste texto sobre a importância do passado, entretanto com certeza você deve estar perguntando-se sobre os aspectos maléficos da saudade, do que já era, do leite derramado, nada mais verdadeiro em ditados populares, e por falar de ditos nada mais errado do que águas passadas que não movem mais moinhos, se não aprendermos sobre nossos erros eles voltam e prendem-nos numa roda da fortuna, as vezes não tão boa, criando um ciclo vicioso, não é assim muitas vezes em nossas vidas? Águas passadas podem sim moverem novamente os moinhos, e também podem empoçar em nossas vidas estragando todos os momentos presente, e azedando nossas conquistas.

É muito fácil e perigoso tornarmos-nos lamentadores crônicos, clássicos chatos que só falam de como era bom antigamente ou de como o mundo caminha para a perdição do mal. Isso talvez tenha a ver também com nossa incrível incapacidade de perdoar, tanto os outros como a nós mesmos. Entretanto deixemos este tópico para outro post futuro.

O meu saudosismo hoje é mais no sentido de resgate do que melhor já tive em minha existência até aqui, e rever meus erros, minhas escorregadas feias; e repensar o que já aconteceu de ruim e usar essas adversidades para evoluir, ser um ser humano melhor agora, pois de passado, presente e futuro, o único que é abstrato é o futuro, impalpável e insólito, terrivelmente insólito.

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