Caráter aprimorado.

O determinante do nosso caráter é sem dúvida as experiências acumuladas ao longo dos anos, e entende-se aí as más e boas passagens. Como tendemos a supervalorizar tudo o que julgamos ser ruim, sem saber que muitas vezes essas situações nos elevam, acabamos permanecemos por muito tempo no erro mesmo após muitas derrapagens na mesma curva.

Em todos os cantos do mundo há pessoas dispostas a fazerem tudo com seu tempo, e muitas vezes esse desprendimento não é nada lisonjeiro.

Continuando o raciocínio, e indo mais além, tenho uma certa impressão que alguns lugares extravasam sua cota de gente safada, invejosa, e por aí vai descendo ladeira abaixo a lista…!

Para mim não há nada que fira mais do que a falsidade e desrespeito. E dentro do desrespeito há ainda várias subatrocidades cometidas de irmão para irmão, afinal compartilhamos o mesmo orbe e com ele pereceremos se um dia o famigerado armaggedon acontecer, e esse nivelamento já acontece todos os dias na forma da morte!

Morrer é assinar um atestado de igualdade fraternal, todas as criaturas estão sujeitas a finitude algum dia. Se é inevitável, e imprevisível, nada adianta preparação, ou pior ficar remoendo algum erro de relacionamento com um falecido: “Se ele não tivesse morrido faríamos isto ou aquilo!”; ou “Arrependo-me tanto de não ter dito que o amava mais vezes!”. São auto-martírios, já aconteceu e não havia modos de fugir desta fatalidade, o destinho é como água de rio sempre com seu curso em andamento, e sempre para o mar, a contemplação é o único e eficaz remédio para a alma dos atormentados.

Em nossas preces o simples pedido de acalento ou de “passagem do cálice” não deve ser feito, seria de melhor valia pedir forças para conseguir ultrapassar esta etapa e sair fortalecido, é para isso que servem as provas da vida, para nos testarem, e com isto o nosso caráter é forjado no mais puro sentido da palavra forja. Não digo que se deve ser um sofredor compulsivo, pois quem nada perdeu ou nada sofreu pode muito bem aprender com o sofrimento dos outros, isto chama-se empatia. Porém esta faculdade não é ostensiva a todos. A maioria precisa sentir na pele e/ou ver como Tomé para poder mudar, e entender o mundo como realmente é.

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