Banzo geral.

Somos burros dentro do buraco?Banzalizou-se tudo: a nação, o mundo e (como somos pretensiosos ao extremo de duvidar que exista vida em outros planetas, um pensamento egoísta e estúpido!) o cosmo. Impossível reconhecer o mundo em que estamos, é uma nova terra onde cantam os sabiás desconhecidos em cima de palmeiras estranhas, clandestinas, talvez contrabandeadas, tudo é novidade para a população e nem sempre novidade boa como deveria ser.

Pode ser o apocalipse que está chegando, o fim dos tempos bíblico. Quem dera fosse o armaggedon dos corruptos e sugadores da máquina pública, mas não, estamos em um novo tempo.

Neste novo mundo desconhecido acabamos de aprovar o assassínio de iguais, fetos sem cérebro? Inviável? A questão maior seria a ética: a ninguém é dado o direito de tirar a vida de outro ser humano, entretanto não posso opinar, sou estanho em terras modernas.

Quanto a profissão mais antiga do mundo: legalizar não é trocar seis por meia dúzia? Melhor seria dar condições morais para que ninguém precisasse prostituir-se.

E o preconceito heim? Todo mundo fala que não tem, “Deus me livre, aceito todo mundo!”, o que é um absurdo, porém é só a oportunidadde surgir que a carapuça passa de cabeça em cabeça como luva, contando que você não assuma que é tudo bem! Ou “Não sou contra, contanto que não seja na minha família!”, não entendo como alguém pode ser contra ou a favor de outro existir e ser o quem é?

Ok! E o banzo? Dr. Leoh responde em miúdo: sabe aquela sensação horrorosa de saudade, angústia e desolação quando mundamos para um lugar desconhecido? Até que ocorra a adaptação pernacemos fragilizados, deprimidos, isto é banzo, só entende quem já passou.

Então, e o mundo? Você não sente um banzo quando liga a TV, lê jornal ou se depara com gente cretina?

A realidade está com suas pernocas para o alto e sacudindo-as como na Broadway e a platéia somos nós, as pessoas comuns obrigadas a assistir a uma longa novela sem fim: Vidas pelo ralo… ALTA AUDIÊNCIA!

Rótulos, outra coisa que irrita como urticária, todos necessitamos de um, somos rotulados a todo instante ao passo que também rotulamos de volta com igual intensidade, entretanto cada pessoa só pode te um mesmo, nem pense em querer ter mais porque não pode, irá confundir a sociedade! Cadê a subjetividade humana? Onde está o ser multifacetado? E o pluribus unum que nada! Vamos fabricar pseudopensamentos em série na fábrica de cabestro da falsa cultura popular (Ai novinha! Ai, ai, novinha!), da má educação e da falta de oportunidades que condena milhares de crianças a uma vida de mediocridade, porém se somos feios não importa, estando na moda tudo é relevado.

Nossa nave-mãe em algum momento foi avariada por chuva de meteoros da paixão ou outra tolice e acabamos vindo parar neste planeta tão parecido com a nossa boa e velha Terra, entretanto tão inóspito, selvagem e estúpido quanto. É melhor mesmo que esta sensação de banzo não passe jamais, que nunca nos adaptemos a esta situação.

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